domingo, 8 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES : " MÃE, QUEM É VOCÊ ? "




Mãe, quem é você?
Se estou feliz, quantas vezes te esqueço;
Se estou triste, quantas vezes te procuro.

Mãe, quem é você?
Que eu critico, de quem exijo coisas tão pequenas,
Para satisfazer a minha comodidade,
Mas a quem peço a maior ajuda,
Nos instantes mais difíceis?

Mãe, quem é você?
Para quem eu tantas vezes esqueço o meu carinho,
E de quem exijo tanta atenção?

Mãe, quem é você, com quem discuto e para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você, para quem reclamo sempre,
E para quem guardo o abraço maior e a maior ternura.

Mãe, eu sei... Você só é... AMOR.

terça-feira, 3 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN ESTÁ MORTO ?


Osama bin Laden, aos 53 anos, foi encontrado numa mansão no Paquistão, e executado com tiro na testa.

Em um pronunciamento na Casa Branca, por volta da meia-noite, do domingo para esta segunda-feira, no horário de Brasília, o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, fez declaração oficial confirmando que o homem mais procurado do mundo, fundador da organização terrorista Al-Qaeda, foi encontrado por forças especiais americanas após quase 10 anos de procura.

Osama bin Laden estaria em um esconderijo, protegido por soldados da Al-Qaeda, em uma mansão nas proximidades de Islamabad, capital do Paquistão.
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A mansão valia 1 mihão de dólares e foi queimada após a invasão. O paquistanês apontado como dono não possuía poder aquisitivo para que realmente fosse o proprietário. O local era observado desde agosto do ano passado. A equipe de investigação usou câmeras capazes de capturar imagens através de paredes e capacetes com aparelhagem de captura de som no interior do recinto. A residência tinha grandes proporções, era maior do que todas as que se encontram em volta dela. Não existia linha telefônica e nem conexão de Internet. O lixo era sempre queimado, nunca jogado fora
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O presidente dos Estados Unidos teria recebido informações da CIA e FBI sobre o paradeiro de bin Laden na sexta-feira, e determinou o ataque no domingo. As televisões americanas foram avisadas com antecedência que haveria pronunciamento presidencial, e corria o boato entre quem faz parte da Imprensa que seria declarado a prisão de bin Laden.

O vizinho da mansão invadida, usando o Twitter, anunciou a incursão americana antes de todas as agências de notícias, sem saber que ao seu lado morava bin Laden e qual era a finalidade de soldados americanos e paquistaneses faziam naquela região.

Segundo Obama em seu pronunciamento, houve confronto e o desfecho anunciado: mortes do terrorista, de uma mulher e de um segundo homem, que dizem ser um de seus filhos. Há quem acredite que o tiro teria partido do segurança do terrorista, pois havia ordem de matá-lo caso estivesse na iminência de ser preso, porque ele tinha o firme propósito de morrer em liberdade.
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Exame de DNA confirmou a identificação do cadáver, que após isso teria sido lançado ao mar às 2 horas, objetivando que não houvesse peregrinação de fundamentalistas muçulmanos ao local e ele fosse transformado em mártir. Este ato desencadeia especulações ao redor do mundo.

No discurso, Obama declarou: "a justiça foi feita". Mas, a justiça de fato seria levá-lo para responder por seus crimes em um tribunal.

Com bandeiras nas mãos, cidadãos americanos foram às ruas de Washington, próximos da Casa Branca e de Nova York, próximos da localidade onde as Torres Gêmeas se encontravam. Pernoitaram comemorando a notícia, usando bandeiras americanas.
Não existem informações oficiais além do anúncio de Obama.

E.A.G.

Atualização: 15h36.
às 7:16:00 AM

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O TÚMULO VAZIO: A GLÓRIA DO CRISTIANISMO




O TÚMULO VAZIO: A GLÓRIA DO CRISTIANISMO
Texto-Básico: Mc 16.6


INTRODUÇÃO

O Teólogo Marcelo de Oliveira em sua visita ao túmulo de Jesus em Jerusalém fez uma importante declaração sobre túmulo vazio: “ É A ÚNICA FILA DO MUNDO, QUE VOCÊ “ ENFRETA” PARA NÃO VER NADA.POIS ELE RESSUSCITOU. Outras religiões reverenciam os restos mortais de seus fundadores, mas o Cristianismo tem um Cristo vivo!
Em Medina, na Arábia, tudo o que resta de Maomé é um resto de pó; na Índia, cultam um dente de Bunda etc. A morte tragou cada fundador de religião, mas com Jesus foi diferente! O Cristianismo não tem relíquias de Jesus por que ele ressuscitou, vencendo a morte e reinando á destra da Majestade divina nas alturas.


I. O TÚMULO VAZIO: BUSCANDO A VIDA ENTRE A MORTE.

1. O DIA E HORA DA RESSURREIÇÃO.( Mc 16.1,2).

Havia passado o sábado judaico que findava ao por do sol( v.1; Lv 23.32). “ Muito cedo, no primeiro dia da semana”(v.2).Isto é, no domingo.Por isso os cristãos comemoram esse dia como sendo o dia do Senhor.João, o apóstolo, foi arrebatado quando estava prisioneiro na Ilha de Ptamos, no dia do Senhor( Ap 1.9). Cremos que João se referia ao domingo, o dia comemorativo da Ressurreição do Senhor.
O teólogo Severino Pedro da Silva, destaca que de acordo com os Evangelhos, Jesus foi crucificado e sepultado na sexta-feira, antes do pôr-do-sol, que era considerado o começo do dia seguinte, para os judeus.Ele ressuscitou no primeiro dia da semana, isto é, domingo,por ocasião do nascer do sol.


2. O TÚMULO VAZIO & PEDRA REMOVIDA= PROBLEMA RESOLVIDO.( Mc 16. 3,4).

“ Quem nos removerá a pedra da entrada do sepulcro?”

O teólogo Severino Pedro cita um comentário sobre texto de Marcos 16.4, que acrescenta: “ E quando ele foi colocado lá, ele ( José) pôs contra o sepulcro uma pedra que vinte homens não podiam tirar”. Esse comentário fortalece o que está escrito em Mateus 27.60: “ ...rolando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se”.
Aqui temos uma preocupação diante de um problema já resolvido.Muitos vezes nos preocupamos com uma dificuldade, quando está já foi solucionada por nosso Pai Celestial.
As mulheres não teriam força para remover.A dificuldade desapareceu quando chegaram ao local do túmulo.A enorme pedra já estava removida! Para quem busca sinceramente a Cristo, os problemas poderão ser resolvidos mais cedo do que se pensa.

II. O TÚMULO VAZIO: A SURPREENDENTE DESCOBERTA.
( Mc 16.4,6).

Esta foi a maior descoberta de todos os tempos: O TÚMULO DE JESUS VAZIO!
Teólogo Severino Pedra cita que o túmulo de Cristo é uma sala de 4,60 metros de largura, 3,30 de fundo; e 2,50 de altura.Localizado em um jardim perto do Gólgota( Jo 19.42) e havia sido escavado na rocha(Mt 27.60).Ninguém jamais havia sido sepultado ali( Lc 23.53),pois fora construído por José de Arimatéia para seu próprio sepultamento(Mt 27.60).A entrada era fechada por um uma grande rocha, que era rolada impedindo completamente o acesso.
Durante os dias em que Jesus esteve sepultado, seusdiscípulos também estiveram sepultados na tristezas, na dúvida, sentimento de derrota, e na incredulidade.Tudo isso e muito mais continuaria a escravizar a humanidade se Jesus não tivesse ressuscitado.
Mas um anjo veio do céu e removeu a pedra do sepulcro de Jesus.O anjo, além de remover a pedra, sentou-se sobre ela, falando assim do domínio completo da situação (Mt 28.2).Quando o anjo removeu a pedra, Jesus já tinha saído do túmulo.

III. O TÚMULO VAZIO: ELE RESSUSCITOU, NÃO ESTÁ, MASAQUI (v.6).

O que o anjo estava a dizer ás mulheres era que elas estavam buscando a Jesus no lugar errado. Ainda hoje milhões, que por ignorância, por falso ensino, e por incredulidade pensam encontrar o Salvador exatamente onde ele Ele não está.
Graças a Deus que nós não comemoramos um Cristo morto num túmulo ocupado, mas um Cristo ressurreto que deixou seu túmulo vazio e assentou-se á destra da Majestade nas alturas!

3. O CONVITE PARA VER O TÚMULO VAZIO(Mc 16.6).

“ Vede o lugar onde o puseram.”(v.6).

Jesus ressuscitou no mesmo local onde morreu e foi sepultado: num jardim, no Gólgota, traduzido Calvário em(Lc 23.33).Gólgota é termo grego derivado do aramaico e significa crânio( Mt 27.33).
Precisavam primeiro crer, para então ver. O mundo diz “ ver para crer”, mas no reino de Deus as leis são superiores. É crer primeiro para então ver.

IV. FALSAS TEORIAS SOBRE TÚMULO VAZIO?

 A TEORIA DA FRAUDE= Seus discípulos roubaram o seu corpo da sepultura e o esconderam em algum lugar.
 A TEORIA DA ALUCINAÇÃO = Os discípulos apenas tiveram alucinações ou pensaram ter visto Jesus.
 A TEORIA DO DESMAIO = Cristo estava apenas desmaiado e seus discípulos o raptaram da sepultaram e o reanimaram.
 A TEORIA DA SEPULTURA ERRADA = Sugere que as mulheres foram para a sepultura errada e encontraram um estranho, de quem elas fugiram.

V. O QUE PROVA O TÚMULO VAZIO?

O ilustre estudioso das Escrituras, Dr William Barclay diz que a o Túmulo Vazio isto é, a ressurreição nos prova 4 grandes fatos:
1ª Prova que a verdade é mais forte que a mentira.
2ª Prova que o bem é mais forte que o mal.
3ª Prova que o amor é mais forte que o ódio.
4ª Prova que a vida é mais forte que a morte.

CONCLUSÃO

Para concluir este magno assunto que é inesgotável, deixarei alguns textos bíblicos e algumas pérolas de homens de Deus na história:
 JESUS – JOÃO 11. 25.
 ATOS 4.33.
 APÓSTOLO PAULO – ROMANOS 1.4; FILIPENSES 3.10.
 “ A ressurreição é mas rica jóia do Evangelhos”. E.M.Bounds
 “ A ressurreição de Cristo é maior milagre da história ou é o maior embuste. Jesus saiu do túmulo, ou então, uma mentira tem transformado o mundo.Se Cristo não tivesse ressuscitado,Ele seria o maior embusteiro da História.” E.M.Bounds
 “ A ressurreição de Cristo é a pedra fundamental da arquitetura de Deus, é o coroamento do sistema bíblico,o milagre dos milagres.A ressurreição salva do escárnio a crucificação e imprime á cruz glória indizível”.E.M.Bounds
 O ateísta francês do século passado, Ernesto Renan escarnecendo dos crentes, declarou: “ Os crentes vivem na fragrância de um túmulo vazio”.Ele cria que estava zombando dos cristãos, mas na realidade estava proclamando uma das mais profundas realidades do Cristianismo: o túmulo vazio de Jesus, indicando que Ele venceu a morte, coisa que ninguém jamais fez, nem fará.O nosso Redentor está vivo porque é divino.
 Como diz o hino sacro da Harpa Cristã: “ Porque Ele vive, posso crer no amanhã”...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

AS ÚLTIMAS HORAS DE JESUS





Quase tudo o que se sabe sobre a vida de Jesus, seu legado e ensinamentos, foram resumidos nos evangelhos canônicos – escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João – cerca de 40 anos após a sua morte. Essencialmente, os discípulos contaram a mesma história, porém salientaram aspectos diferentes. Afinal, reconstituir uma trajetória como a de Jesus Cristo deve ter sido tarefa desafiadora.

Todavia, entre todos os relatos, há um momento que mereceu destaque especial. Trata-se da última semana do Mestre com o povo. Dias que antecederam as comemorações da Páscoa do judaísmo e ressignificaram esta festa, transformando-a no evento mais importante do mundo cristão. Hoje, quase 20 séculos depois, a arqueologia, antropologia, sociologia, história, medicina e demais áreas do conhecimento têm ajudado a preencher muitas lacunas culturais que não foram mencionadas pelos evangelistas.

ÚLTIMA VIAGEM DE JESUS

Conta a história que por volta do ano 30 (d.C.), Jesus, acompanhado por seus discípulos e uma multidão de peregrinos, viaja a Jerusalém para participar das celebrações da Páscoa no templo judaico. A cidade tinha cerca de 100 mil habitantes, mas nessa época chegava a abrigar 180 mil pessoas. Para o povo que O seguia, era apenas uma viagem de rotina, já que os palestinos costumavam visitar Jerusalém nessa época. Entretanto, Jesus sabia o sofrimento que havia de passar. Chegando ao local, uma semana antes de sua morte, foi direto a Betânia – um pequeno vilarejo localizado a três quilômetros de Jerusalém –, onde se hospedou na casa de Lázaro, Marta e Maria, seus melhores amigos. Participaria das programações no templo e diariamente retornaria a Betânia a fim de descansar. E assim sucedeu (veja tabela abaixo):

DOMINGO

Pela manhã, bem cedo, Jesus parte para Jerusalém, montado em um jumento, como previa o profeta Zacarias. Sua entrada nos portões da cidade é triunfante. Uma multidão O reverencia, abanando louros e palmeiras enquanto gritam: “Viva o profeta de Nazaré!”.

Ao chegar ao templo, uma cena bastante desagradável O impacta. Desde a esplanada, todo o local está infestado de ambulantes vendendo quinquilharias, negociantes e cambistas comercializando animais. Jesus fica indignado, perde a paciência, vira as mesas dos comerciantes, derruba cadeiras, abre gaiolas e grita: “Vocês fizeram da casa do meu Pai um covil de ladrões”.

SEGUNDA E TERÇA-FEIRA

Jesus retorna ao templo, onde discursa através de parábolas e debate com a elite sacerdotal judaica (fariseus e saduceus). Eles estavam irritados. A cena da expulsão dos negociantes ocorrida no dia anterior havia sido a gota d’água para que as autoridades judaicas, definitivamente, O considerassem uma ameaça, não apenas à situação econômica, mas ao bem-estar político do Estado Judeu que, na época, era dominado pelos romanos.

Mal-intencionados, preparam armadilhas para que Jesus tropece em suas opiniões. Porém, sem sucesso, não encontram em suas palavras razão para condená-lO.

QUARTA-FEIRA

A aflição aumenta ainda mais. Ao retornar ao templo, Jesus chora no Monte das Oliveiras e, diante de Jerusalém, lamenta a destruição que sobrevirá à cidade.

No templo, continua o debate com os seus adversários.

QUINTA-FEIRA

Passa a tarde com sua mãe.

Entre 18h e 23h30, Jesus celebra sua última ceia junto aos discípulos. Ali, depois de partir o pão e beber do cálice, diz: “Façam isso todas as vezes que comerdes e beberdes em memória de mim”. Nessa reunião, Cristo enfatiza os ensinamentos que deverão ser passados a toda a humanidade após a sua morte.

Por volta das 23h30, Jesus pede que os discípulos fiquem orando e se retira para o Jardim do Getsêmani a fim de orar a sós. Ele sabia que em cerca de 1 hora seria traído por Judas, um dos seus discípulos. Seu coração quase não pode suportar tamanho peso, então afirma: “Minha alma está cheia de tristeza até a morte”.

OBS.: Os evangelhos não tratam detalhadamente da cronologia. Portanto, o quadro é dedutivo.

O SOFRIMENTO NO GETSÊMANI

Havia dias em que Jesus experimentava a sensação de angústia, medo e tristeza. Mas esses sentimentos se intensificaram ainda mais, pouco antes de seu aprisionamento – possivelmente ocorrido por volta de 01h30 da madrugada de sexta-feira – no Jardim do Getsêmani.

De acordo com o relato do médico Lucas – o único evangelista que citou o fato –, naquele momento Jesus transpirava gotas de sangue. Um fenômeno raríssimo conhecido pela ciência como hematidrose e que, segundo o PhD. Alexander Metherell, doutor em Medicina pela Universidade de Miami, ocorre em casos de ansiedade extrema, quando a liberação de certas substâncias químicas ocasiona o rompimento dos vasos capilares das glândulas sudoríparas e faz com que a pele fique sensível a tal ponto de o sangue se misturar ao suor.

De acordo com o artigo “A morte física de Jesus”, escrito pelo médico americano William Edwards e colegas, “a perda sanguínea, provavelmente, foi pequena, no entanto, o ar frio da noite, misturado ao suor, era o suficiente para lhe causar calafrios”. O estudo científico foi publicado pelo JAMA (Jornal da Associação Médica dos Estados Unidos).

SEIS JULGAMENTOS FAJUTOS

Logo depois de ser preso, Jesus é encaminhado a uma série de julgamentos forjados. Possivelmente algemado, os soldados da guarda judaica O levam a presença de Anás, o sogro do sumo sacerdote Caifás – um cargo religioso cujo grau era considerado o mais elevado entre os israelitas. Para eles, era o representante de Deus na terra.

Algumas pessoas questionam esse fato. Afinal, por que os soldados levaram Jesus primeiramente a Anás, se era Caifás o sumo sacerdote no poder?

Paul Maier, professor de História Antiga da Western Michigan University e autor do livro Jesus, Verdade ou Mito?, responde a essa indagação: “Anás era o detentor do maior recorde de todos os tempos em matéria de nepotismo. Fez cinco de seus filhos se tornarem sumo sacerdotes e o título, no momento, pertencia a seu genro, José Caifás, porque ele o concedera”. Mesmo não sendo mais o sumo sacerdote, todos o respeitavam, tamanha a sua influência. Seu cargo era praticamente honorífico.





Paul Maier, professor de História Antiga da Western Michigan University e autor do livro Jesus, Verdade ou Mito?, revela porque os soldados levaram Jesus primeiramente a Anás, se era Caifás o sumo sacerdote no poder naquela época

Além disso, os fariseus sabiam: se Jesus fosse levado à presença de Anás, ele certamente induziria Caifás a condená-lO, já que ambos tinham participação nos lucros das vendas realizadas no templo, uma das atividades mais proeminentes e lucrativas da época. Ter uma banca na sinagoga era como ser proprietário de uma luxuosa loja em um shopping center. Como o sumo sacerdote era o administrador geral, todos os comerciantes deviam-lhe impostos.

Anás queria saber mais sobre a doutrina que o rapaz de Nazaré ensinava ao povo. Mas Jesus respondeu: “Para que perguntas a mim? Pergunte aos que me ouviram...”. E, considerando sua atitude um desrespeito para com a autoridade, um dos oficiais O esbofeteou.

A lei mosaica exigia que a acusação contra os malfeitores fosse feita por, no mínimo, duas testemunhas cujos depoimentos tivessem coerência. Além disso, a lei garantia que um réu jamais seria condenado horas antes de um sábado porque isso lhe impediria de solicitar recurso. Entretanto, mesmo sem nenhuma acusação coesa, o julgamento prosseguiu. Como já era esperado, Anás pediu aos soldados que levassem Jesus à presença de seu genro.

Poucos minutos depois, Jesus já está no palácio de Caifás, onde escribas, anciãos e sacerdotes O aguardavam para um novo interrogatório. Como não havia acusação coerente, o sumo sacerdote, possivelmente avisado da afronta do Mestre a seu sogro e indignado com o episódio da segunda-feira, passa a questioná-lO sobre sua identidade, supostamente messiânica.

Logo, eles O consideram blasfemo por deixar nas entrelinhas a mensagem de que era de fato o Rei dos judeus, um delito constituído no direito romano – lex de maiestate, lei anterior a Júlio César e a Augusto – que punia com morte a traição em relação ao Estado. Ao clarear do dia, agora diante do Sinédrio, Jesus é mais uma vez condenado.

Segundo o teólogo e escritor Josh McDowell, autor da obra As Evidências da Ressurreição de Cristo, havia duas cortes no Sinédrio. Uma composta por 23 membros especializados em julgar casos que envolvessem a pena capital e outra composta por 71membros, “um tribunal para casos que envolvessem o Chefe do Estado, o sumo sacerdote e quaisquer outras pessoas, por ofensas contra o Estado e o Templo”. McDowell diz ainda que o Sinédrio de 71 membros “podia deixar de julgar um caso que envolvesse a pena de morte, por isso é provável que Jesus tenha sido julgado pela corte menor”.

Como o Sinédrio não tinha poder legal para crucificá-lO, precisou encaminhá-lO a uma corte romana a fim de conseguir a liberação. Chamando a atenção para esse fato, o pastor e teólogo Acyr Raymann, professor da Universidade Luterana de São Leopoldo (RS), declara: “O Sinédrio tinha poder para matar Jesus, porém não por crucificação, mas por apedrejamento, por exemplo. No entanto, os fariseus não queriam assumir esta responsabilidade. Por isso, insistiram na crucificação. Só assim esse fardo estaria sobre as costas do governo romano. Sem querer, eles estavam cumprindo as Escrituras”.

Já era aproximadamente 7 horas da manhã quando o quarto julgamento começou. No pretório da fortaleza Antônia, o centro de comando de Pôncio Pilatos, governador romano da Palestina, outro interrogatório aconteceu. Mas Pilatos, que não encontrara motivos para executá-lO, sabendo que Jesus era galileu, encaminhou-O ao tetrarca romano Herodes Antipas, que tinha jurisdição sobre a Galiléia.

Em outras palavras, a cena poderia ser comparada a um presidente enviando a vítima para que o governador do Estado, onde o réu nascera, tomasse as devidas providências. Pilatos não queria se comprometer. Herodes deve ter ficado feliz com a consideração de Pilatos para com ele. Afinal, esta parecia ser uma atitude de reconhecimento. Entretanto, Jesus se recusa a responder qualquer pergunta de Herodes, e o tetrarca O devolve a Pilatos que, mesmo consciente da inocência de Jesus, a fim de agradar a multidão, ordena seu açoitamento seguido da crucificação, o mais infame e cruel método de tortura do mundo antigo, reservado apenas para escravos, revolucionários e aos piores criminosos. Uma pena cujo sofrimento era considerado pior do que o apedrejamento, fogueira, decapitação e estrangulamento defendidos pela lei judaica.

Foram 3 julgamentos judaicos e 3 romanos. O percurso entre os locais por onde Jesus passou desde o aprisionamento até o pretório chega a 4 quilômetros.

A CRUELDADE DO SUPLÍCIO

O açoitamento era uma pena preliminar em todas as execuções romanas. Seu instrumento de martírio era conhecido como flagrum, uma espécie de chicote com cabo de madeira e longas tiras de couro trançado em cujas extremidades eram fixados pedaços de ossos cortantes e bolas de chumbo. A finalidade da repressão era inspirar o medo público e enfraquecer o sujeito pela perda de sangue até paralisá-lo. Somente mulheres, senadores e soldados (exceto os desertores) estavam livres desse flagelo. Na frente do tribunal, era costume amarrar o acusado a um tronco e ali, totalmente despido, dois soldados de cada vez desciam o açoite, começando pelos ombros, depois nas costas, coxas e nádegas, até chegar às pernas.

Segundo o médico e escritor Truman Davis, autor do livro A Crucificação de Jesus, “os açoites primeiro atingem os tecidos subcutâneos, produzindo gotejamento de sangue dos vasos capilares. Em pouco tempo, o sangue arterial das veias dos músculos subjacentes começa a jorrar. As pequenas bolas de chumbo são responsáveis pelas profundas contusões”. Em descrições históricas sobre o suplício, como a que fez Eusébio – um historiador do século 3 – “as veias, músculos, tendões e vísceras da vítima ficam totalmente expostas”.

A lei judaica limitava os açoites em 40 chicotadas. No entanto, os fariseus fundamentalistas, que se orgulhavam de seguir à risca as regras estabelecidas, limitavam os açoites em 40 menos 1, isto é, 39, porque no caso de contarem errado, não chegariam a desobedecer a lei. Mas essa pseudobondade dos fariseus certamente não beneficiou Jesus. Os encarregados do suplício do Mestre eram soldados romanos, e na lei romana não havia limitações para o espancamento do réu. Era o centurião quem determinava o fim do martírio. Ao desamarrar a vítima, permitia-se que ela se deitasse sobre o seu próprio sangue.

Outro costume entre os romanos era o escarnecimento após o flagelo. Como o delito de Jesus havia sido intitular-se Rei, aqueles homens colocaram um manto púrpura sobre seus ombros, simbolizando realeza, e uma coroa com cerca de 70 espinhos que, ao penetrarem o couro cabeludo, provocaram intenso sangramento. Entre gargalhadas, cuspiam em seu rosto e gritavam: “Salve o Rei dos judeus”. Depois disso, Jesus, totalmente dilacerado, é exposto à multidão no pretório – o tribunal romano – e de lá percorre a via sacra rumo à crucificação.

CURIOSIDADE: JESUS MORREU AOS 33 ANOS NO ANO 30 D.C.

Se o calendário cristão começa a contar por ocasião do nascimento de Jesus, como Ele pode ter morrido no ano 30 d.C., se a Bíblia diz que Ele morreu aos 33 anos?

A contagem do tempo até meados de 525 d.C. era uma grande confusão. Existia o calendário Juliano, Gregoriano, Hebreu, Chinês, Muçulmano, entre outros. Para pôr um fim nessa desordem, em 525 d.C., o historiador grego Dionísio, calculando a data de Páscoa, toma o calendário Juliano como base e estabelece o nascimento de Jesus Cristo como sendo o primeiro ano de uma nova era. Os acontecimentos que tivessem ocorrido antes do nascimento de Jesus seriam sinalizados com a sigla a.C.

Apesar de ter sido criado em 525 d.C., somente no século 6 o calendário de Dionísio começa a ser utilizado. No séc. 10, a era cristã é oficializada pela Igreja Católica e a nova medição passou a ser difundida por todo o mundo. No entanto, em meados do séc. 19, quando o calendário já está sendo amplamente utilizado por várias nações, descobre-se que Dionísio cometeu um erro de aproximadamente 4 anos em seus cálculos. Para a historiografia moderna, não há dúvidas de que Jesus nasceu antes da contagem inicial estabelecida por Dionísio, isto é, por volta do ano 4 a.C.

VIA SACRA

O caminho entre o tribunal e o local da execução – uma região montanhosa chamada Gólgota/Calvário, localizada fora dos muros da cidade – era de, no máximo, 650 metros. Nesse percurso, Jesus, agora novamente vestido, carrega o patibulum, isto é, o tronco horizontal da cruz, uma vez que o suporte vertical costumava ficar permanentemente fixado no local.

O peso dessa trave variava entre 34 e 57 quilos – dependendo da cruz, havia vários tipos – e normalmente era colocado sobre os ombros da vítima e atado com tiras. Uma pessoa em situação física normal poderia carregar esse peso sem maiores problemas. No entanto, a debilidade física de Jesus era tão intensa que O impossibilitava de caminhar sem cair. Foram quase 50 minutos de caminhada, arrastando um pé após outro, entre tropeços e empurrões. A cada queda, a trave também caía e lhe esfolava o dorso. Como a exaustão de Cristo excedia os limites, próximo ao Calvário a guarda romana permite que uma outra pessoa O ajude a carregar.

Uma das ponderações comuns sobre a crucificação de Cristo é o questionamento: como o povo judeu pode ter mudado de opinião tão rapidamente de segunda para sexta-feira, já que na segunda reverenciavam-nO e na sexta gritavam “Crucifica-O!”? Nem ao menos os peregrinos que vieram com Jesus podiam defendê-lO?

Maier, autor de Jesus, Verdade ou Mito?, esclarece esse mal-entendido que tem sido a raiz do anti-semitismo, isto é, o ódio aos judeus no mundo. “Naquele tempo as pessoas se deitavam ao pôr do sol e acordavam ao nascer do sol. Convenhamos, Jesus é preso depois de escurecer e é submetido a julgamentos até o amanhecer. É preciso recordar que não havia noticiários noturnos ou plantões de notícia. Portanto, como poderiam saber do que se passava com o Mestre? Na verdade, eles nada souberam até que fosse muito tarde”. E, de fato, de acordo com o depoimento de Lucas, nem todo judeu queria a crucificação de Cristo. Muitos deles ficaram sabendo da execução quando o tumulto passava diante de suas casas. Mas a sentença era irrevogável. O evangelista chega a afirmar que “uma multidão de homens e mulheres judias choravam, enquanto Jesus arrastava sua cruz até o Calvário”.



Josh McDowell lembra que o Sinédrio de 71 membros “podia deixar de julgar um caso que envolvesse a pena de morte, por isso é provável que Jesus tenha sido julgado pela corte menor”

A CRUCIFICAÇÃO

Ao chegar ao local da execução, a lei judaica determinava que uma dose de vinho misturado a mirra (fel) fosse oferecida ao réu. A bebida tinha efeito levemente anestésico. Jesus chegou a molhar a boca no líquido, mas o gosto parecia ser tão ruim que Ele se recusou a tomar.

Por volta de 9 horas da manhã, isto é, à hora terceira, os preparativos para a crucificação se iniciam. Os carrascos, mais uma vez, têm a incumbência de despir Cristo, porém sua túnica está grudada às feridas. Para tirá-la, é necessário puxar violentamente, e isso lhe provoca dores intensas, já que chagas levemente cicatrizadas são novamente abertas. Vestido apenas com um manto, o Mestre é jogado ao chão, a terra penetra em seus ferimentos e o martírio da crucificação atinge o seu ápice quando os pregos lhe atravessam os pulsos e pés, transpassando nervos, tendões e ossos. Certamente, esse foi o momento de pior dor.

Segundo a Enciclopédia Bíblica Wycliffe, “restos arqueológicos de um corpo crucificado na época de Cristo e encontrado em um ossuário perto de Jerusalém indicam que os pregos utilizados nessas execuções eram longos, quadrados e tinham entre 13 e 18 centímetros”. Outro fato curioso é que os pregos não eram transpassados pelas palmas das mãos, mas através dos pulsos, porque os ligamentos e ossos desta região são mais fortes e podem segurar mais peso do que as palmas.

Os pés, geralmente, eram pregados um sobre o outro, deixando as pernas levemente recolhidas a fim de facilitar o apoio e a fixação. Logo depois, uma placa trazia o nome do réu e um letreiro em três idiomas – hebraico, latim e grego –, indicando o crime praticado pelo executado. Na de Jesus, pregada na parte superior do patibulum, estava escrito: Jesus de Nazaré, Rei dos judeus.

Segundo o estudo científico “A Morte Física de Jesus”, “embora o açoitamento tenha resultado em perda considerável de sangue, a crucificação em si era um procedimento relativamente sem sangramento, uma vez que nenhuma grande artéria era comumente atingida”. Os carrascos sabiam o local anatomicamente apropriado para deixar o indivíduo o maior tempo possível exposto ao sofrimento. A crucificação podia durar entre 3 horas e 4 dias. No entanto, quando havia interesse em antecipar a morte – como foi o caso dos ladrões que ainda estavam vivos quando Jesus morrera – quebravam-se as pernas do réu e, sem ter onde se apoiar, o indivíduo morria por asfixia.

Edwards esclarece ainda que o maior efeito patofisiológico da crucificação é a interferência na respiração, particularmente a exalação, já que o ar entra, mas sai com muita dificuldade, como um asmático nas piores crises. “O peso do corpo sobre os braços estendidos e ombros tende a pressionar os músculos intercostais num estado de inalação, impedindo a exalação. Uma exalação adequada exigiria um ato de levantamento do corpo, que poderia ser conseguido ao apoiar-se sobre o tarso dos pés. No entanto, este procedimento resulta em dores como se fossem queimaduras por todo o corpo”.

PÁSCOA - ANTES E DEPOIS DE CRISTO

Era costume entre os israelitas. No primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera, isto é, na noite do dia 14 de Nissan – o primeiro mês do calendário judaico, uma data variável no calendário cristão, entre os dias 22 de março e 25 de abril – o povo judeu comemorava a Pessach. A festa existia desde o período pré-mosaico e celebrava a entrada da primavera no hemisfério norte. Porém, com o advento da libertação do povo judeu após 430 anos de escravidão no Egito, passou a ter novo significado. Era dia de unir a família para festejar a liberdade. Agradeciam a Deus oferecendo sacrifícios e pediam a Ele perdão pelos pecados, assim como proteção sobre o lar e o rebanho.

Desde que o povo judeu, guiado por Moisés e Arão, atravessou o Mar Vermelho em direção à Terra Prometida em 1.060 a.C., em todas as residências dos israelitas, o ritual denominado Pessach – Páscoa, ou literalmente “passagem, travessia” – era reproduzido conforme as últimas ordenanças de Deus ao povo, na noite em que houve a grande libertação. Imolava-se um cordeiro, retirava-se o sangue do animal e então ungia-se os umbrais e vergas das portas, em alusão à proteção contra o anjo da morte que matou os primogênitos das famílias egípcias, a última e única praga que tocou emocionalmente Faraó, fazendo-o autorizar a partida dos escravos rumo à liberdade.

A festa era tão ou mais popular que o Natal dos dias atuais. O banquete servido ao som de música, alaridos e danças tinha mesa farta e muita carne assada.

Para o cristianismo, a morte de Jesus colocou fim à imolação de cordeiros, pois os pecados passaram a ser perdoados através do Espírito Santo, já que Jesus levou sobre si os pecados de todos. Além disso, o marco referencial entre a lei e a graça se estabeleceu.

A MORTE DE JESUS

De acordo com alguns especialistas, a causa da morte de Jesus pode ter sido multifatorial. Desidratação, arritmia por estresse induzido, perda sanguínea e enfarte estão entre os diagnósticos mais especulados. Outros, como o pesquisador Benjamin Brenner, do Centro Médico Rambam de Israel, cogitam ainda a hipótese de ter ocorrido uma embolia pulmonar.

No entanto, há quem conteste essa possibilidade. Dr. William Edward diz que é praticamente improvável que uma trombose tenha se formado num curto espaço de tempo. Para ele, “as duas causas mais lógicas são choque hipovolêmico [que tem como causa determinante a perda de sangue, plasma ou líquidos extracelulares] e asfixia por exaustão”.

Foram seis horas de sofrimento na cruz. Durante esse tempo, esforçando-se ao extremo, Jesus pronunciou apenas sete frases. A primeira delas foi dirigida aos seus executores, enquanto lançavam sortes sobre sua única vestimenta. E disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. A segunda, ao ladrão da cruz que, arrependido, pedia ao Mestre para lembrar-se dele quando entrasse no Reino. A terceira, a seu irmão João – ainda adolescente – que, juntamente com sua mãe, chorava à beira da cruz. “Eis aí a tua mãe, eis aí o teu filho”, disse.

A quarta, pronunciou quando parecia não mais suportar a dor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, seguido de “Tenho sede”, quando lhe deram uma esponja umedecida em um pouco de vinho azedo, resto da bebida dos soldados. Finalmente, às 3 horas da tarde de sexta-feira, isto é, à hora nona, Jesus brada em alta voz dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E então, morre.

A pedido dos soldados, Pôncio Pilatos autorizou a crucifratura dos executados, isto é, o ato de quebrar-lhes as pernas a fim de que não pudessem exercer força para se erguerem e então respirarem. A pressa devia-se ao fato de que o pôr do sol se aproximava e logo se iniciariam as celebrações de Páscoa, período em que as execuções não eram permitidas. Mas, quando a ordem fora dada, Jesus já estava morto, por isso, somente os ladrões tiveram suas pernas fraturadas.

Para certificar-se de que Jesus realmente estava morto, um soldado chamado Longínquos desferiu um golpe de lança sobre o lado direito de seu corpo, transpassando possivelmente um dos pulmões e o coração. João afirmou que “sangue e água jorraram do ferimento”. Para a medicina moderna, a acumulação de fluidos que envolvem o coração – isto é, o pericárdio – e a membrana que cerca os pulmões, denominada pleura, pode ter sido a causa do estranho fenômeno.

Depois disso, José de Arimatéia, que também era seguidor de Jesus, pediu autorização a Pilatos para levar o corpo do Mestre. Então, juntamente com Nicodemos, banharam-nO com mirra e aloés e O sepultaram. Ao terceiro dia, Ele ressuscitou.

Não há sofrimento com tamanha repercussão que tenha sido mais aterrorizante do que as últimas horas de Cristo. Além das dores físicas e injustiças políticas, o desprezo, a humilhação e a rejeição contribuíram para que sua tristeza fosse ainda maior. Felizmente, a crucificação e a morte de Jesus não estabeleceram o fim de um grande ministério, como queriam os fariseus. Na realidade, involuntariamente, eles contribuíram para que o Messias fosse eternamente coroado, cumprindo o que havia sido predito nas Escrituras. Hoje, povos, tribos e nações O reverenciam.

A Páscoa obteve um novo significado. Para o perdão dos pecados, o sacrifício de animais e o derramamento de sangue foram abolidos. Cristo passou a simbolizar o Cordeiro. O madeiro, o altar; e o sangue vertido na cruz, a purificação dos pecados. Este marco divisor entre duas páscoas, a libertação do Egito e o perdão dos pecados pela graça existirá para todo o sempre, até que a promessa de Jesus, feita aos discípulos após a ressurreição, se cumpra. “Irei vos preparar lugar, para que onde Eu estiver, estejais vós também”.

Fonte: Texto de Oziel Alves. Revista Enfoque Gospel. Edição 80 - mar/2008.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O QUE É BATISMO COM ESPÍRITO SANTO E COM FOGO? (2)





No artigo anterior, demonstrei, pela analogia geral da Bíblia, que o batismo com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3.11; Lc 3.16) é uma coisa só. Não existe base contextual suficiente para a defesa de outro batismo de julgamento, distinto do batismo com o Espírito Santo, como muitos têm asseverado.

Segue-se que o fogo, nas passagens sinóticas mencionadas, foi empregado tão-somente para mostrar, através da riqueza simbólica desse elemento, a multíplice manifestação do Espírito na igreja. Não foi por acaso que o apóstolo Paulo asseverou: “Não extingais [ou apagueis] o Espírito” (1 Ts 5.19).

Por que o apóstolo Paulo usou a figura do fogo para ilustrar a manifestação do Espírito no meio do povo de Deus? Porque o fogo se alastra; comunica-se; purifica; ilumina; aquece, etc. Assim é a manifestação do Espírito como fogo: multímoda, multifacetada.

O tema da próxima lição de Escola Bíblica Dominical das Lições Bíblicas (CPAD) é “O que é o batismo com o Espírito Santo”. Peço ao querido leitor que examine com atenção a primeira parte desta série, a fim de entender o porquê de a descrição completa dessa ministração do Espírito ser batismo com o Espírito Santo e com fogo.


Para muitos, a dificuldade em aceitar o batismo com o Espírito Santo e com fogo deve-se ao fato de a salvação em Cristo também ser descrita, figuradamente, como um batismo (1 Co 12.13, Gl 3.27; Ef 4.5). Todos os salvos, verdadeiramente, foram batizados pelo Espírito, imersos, feitos participantes do Corpo místico de Cristo, que é a sua Igreja (Hb 12.23; 1 Co 12.12ss). Nesse batismo da conversão, recebemos vida de Deus, mas o batismo com o Espírito e com fogo confere-nos poder de Deus (Lc 24.49; At 1.8).

Os discípulos que foram agraciados com o revestimento de poder no dia de Pentecostes já eram salvos! Observe a promessa que o Senhor Jesus havia feito a eles: “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5).


Quando o apóstolo Paulo passou por Éfeso, depois de Apolo, disse aos salvos que ali estavam: “Certamente João [Batista] batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam” (At 19.4-6).


Portanto, num sentido, todos os salvos foram batizados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo. Noutro, nem todos foram batizados com o Espírito Santo e com fogo, conquanto esse dom esteja à disposição de cada salvo em Cristo. Afinal, essa “promessa [...] diz respeito [...] a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39).


Amém?


Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O QUE É O BATISMO COM ESPÍRITO SANTO E COM FOGO ? ( 1 )




Na lição 2 da Escola Bíblica Dominical (estudada no último domingo), das Lições Bíblicas deste trimestre (CPAD), está escrito: “Em Lucas 3.16, o fogo é apresentado como elemento purificador na vida de quem recebe o batismo com o Espírito Santo”. Mas, como explicar o fato de João Batista ter falado do fogo do juízo e, no mesmo contexto imediato, aludir a uma ministração do Espírito Santo?

Em Lucas 3.16, lemos: “Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. Essa passagem e também Mateus 3.11 nos apresentam, a rigor, dois tipos de batismo: (a) em águas, para arrependimento, e (b) com o Espírito Santo e com o fogo, um revestimento de poder para os salvos em Cristo (cf. Lc 24.49; At 1.5,8; 2.1-4).

Para interpretar as passagens bíblicas corretamente, além da iluminação do Espírito, precisamos levar em conta os princípios da Hermenêutica Bíblica — a arte e a ciência de interpretar os textos das Escrituras. E a principal função dessa matéria é aclarar passagens de difícil compreensão (cf. 2 Pe 3.16), conquanto seja também muito útil na interpretação geral das Escrituras.

O princípio dos princípios de interpretação (a regra áurea) da Hermenêutica Bíblica é: A Bíblia interpreta a própria Bíblia (cf. 2 Pe 1.20,21). Ou seja, as Escrituras são análogas. E, nesse caso, para interpretar uma passagem bíblica, é preciso considerar todos os tipos de contextos: (a) contexto geral; (b) contexto imediato; (c) contexto remoto: há alusões do Gênesis em Hebreus, por exemplo, que complementam o que está no primeiro livro do Antigo Testamento; (d) contexto referencial: passagens paralelas; (e) contexto histórico: época, cultura, ocasião, propósito original dos textos em estudo, etc.; (f) contexto literário: cada parágrafo é uma unidade de pensamento da revelação da Bíblia; (g) contexto cultural: estudo sobre os povos bíblicos.

No caso de Lucas 3.16 (ou Mateus 3.11), o contexto imediato não é suficiente para uma correta interpretação. Por quê? Porque, por meio dele, o exegeta pode ser induzido a interpretar, apressadamente, que há mesmo uma distinção entre o batismo com o Espírito Santo (uma bênção) e o batismo com fogo (juízo divino). E essa conclusão não é corroborada por todos os contextos mencionados.

Em primeiro lugar, o próprio Senhor Jesus, antes de sua ascensão, fez menção do revestimento de poder aludido por João Batista nos seguintes termos: “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). Observe que o Senhor não apresenta o “batismo com fogo”, dando a entender que João apenas aludiu ao fogo de maneira simbólica, para, mediante seus efeitos, ilustrar as ministrações do Espírito ao crente: iluminação, fervor, purificação, etc.

É importante considerar que João Batista, a despeito de aparecer no Novo Testamento, exerceu um ministério profético nos moldes do Antigo Testamento (Lc 16.16). E para os profetas veterotestamentários era comum falar de bênçãos e juízos de modo intercalado. Veja o caso de Isaías 61.1-3. O profeta discorre sobre várias bênçãos trazidas pelo Messias e, ao mesmo tempo, menciona “o dia da vingança do nosso Deus” (v.2). Em Zacarias 9 ocorre o mesmo: bênçãos e juízos se intercambiam.

Nesse caso, o fato de João Batista ter mencionado antes e depois da promessa do revestimento de poder o juízo por meio do fogo (Mt 3.10-12) não oferece base suficiente para distinguirmos entre o batismo com o Espírito e o batismo com fogo.

De acordo com a analogia geral, o fogo não significa apenas juízo, mas também denota purificação, iluminação e fervor propiciados pelo Espírito. E, por isso, no dia de Pentecostes, “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” (At 2.3).

Finalmente, menciono a opinião do respeitado teólogo pentecostal French L. Arrington: “O batismo com fogo [...] não diz respeito, pelo menos primariamente, ao julgamento final e à destruição por fogo dos ímpios, mas aos acontecimentos momentosos do Livro de Atos. A unção com o Espírito não é identificada explicitamente com o batismo com o Espírito e com fogo, mas Jesus confirma a promessa de João Batista acerca do batismo [...], o qual é cumprido como ‘línguas de fogo’ que pousaram sobre cada um dos discípulos” (Comentário Bíblico Pentecostal, CPAD, p.335).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

EXTRAÍDO DO BLOG DO CIRO

quinta-feira, 14 de abril de 2011

CONCORDO: VERDADEIROS ADORADORES NÃO NEGAM A TRINDADE




É um grande erro pensar que a doutrina da Trindade não é tão importante e que pode ser negada sem maiores consequências. Quem a nega é contra a Bíblia; opõe-se ao próprio Senhor Jesus; rejeita o Espírito Santo, posto que Ele é uma Pessoa e é Deus; opõe-se também à teologia, uma vez que a Trindade é a chave para várias outras doutrinas fundamentais; e rejeita o próprio plano da salvação. Na obra salvífica, o Pai enviou o Filho (Gl 4.4,5), que consumou a obra recebida daquEle (Jo 17,4,5; 19.30), e o Espírito Santo é quem convence o pecador dessa maravilhosa salvação (Jo 16.8-11). Biblicamente, Deus é uno e, ao mesmo tempo, triúno (Gn 1.1,26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; 1 Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito são três divinas e distintas Pessoas. A Trindade transcende a razão humana e devemos aceitá-la alegremente, pela fé, a qual precede a doutrina (1 Tm 4.6). As três divinas Pessoas da Trindade são coeternas e iguais entre si. Mas em suas operações concernentes à criação e à redenção, Deus, o Pai, planejou a criação de tudo (Ef 3.9); Deus, o Filho, executou o plano, criando (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1.2; 11.3); e Deus, o Espírito Santo, vivificou, ordenou, pôs tudo, todo o universo, em ação: desde a partícula infinitesimal e invisível até ao supermacroscópico objeto existente (Jó 33.4; Jo 6.63; Gl 6.8; SI 33.6; Tt 3.5). Ou seja, o Pai domina, o Filho realiza, e o Espírito Santo vivifica, preserva e sustenta. Na redenção da humanidade, o Pai planejou a salvação, no céu (Jo 3.16; Gl 4.4,5); o Filho consumou-a, na Terra (Jo 17.4,5; 19.30); e o Espírito Santo realiza e aplica essa tão grande salvação à pessoa humana (Jo 16.8-11; Tt 3.5). Entretanto, num exame cuidadoso da Bíblia, vemos que, em qualquer desses atos divinos, as três Pessoas da Trindade estão presentes (cf. 2 Co 5.19; Jo 16.23, etc).

VERDADEIROS ADORADORES NÃO NEGAM A TRINDADE

Diante do exposto, estejamos atentos, pois os verdadeiros adoradores não manipulam a Palavra de Deus como bem entendem, como se ela confirmasse o nosso raciocínio e as nossas concepções. Antes, permitem que a Palavra de Deus guie as suas vidas (Sl 119.105). Tomemos cuidado com as argumentações antitrinitárias baseadas na lógica humana. Em João 5.31,32, o Senhor Jesus disse: "Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Há outro que testifica de mim, e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro". Não há como negar o fato de que o Pai e o Filho são duas Pessoas distintas ante essa declaração do próprio Senhor de que outro, isto é, o Deus Pai, dá testemunho dEle. Como os pentecostais da unicidade enfatizam apenas a Pessoa de Jesus, fica a impressão errônea de que, com isso, são mais cristãos do que os que crêem na Trindade. Eu tenho conhecimento, inclusive, de grupos unicistas que consideram os que crêem na Trindade como hereges. Soube que, em certa reunião, um recém-convertido ao unicismo teria declarado: "Antes eu era da Assembleia de Deus, mas agora eu piso na cabeça da Trindade". Isso não é uma blasfêmia? Sim, além de um grande engano. Quem nega a Trindade demonstra não respeitar a ordenança clara do Senhor Jesus em Mateus 28.19, texto que, comparado com Atos 7.55, 1 Coríntios 12.4-11, 2 Coríntios 13.13, Romanos 5.1-5, Apocalipse 1.4-6, etc, não deixa dúvidas quanto à tripessoalidade divina. Mas não confunda tripessoalidade com triteísmo. A Trindade é formada por três Pessoas divinas (tripessoalidade), e não por três Deuses (triteísmo). Não há como negar, à luz da Bíblia, que o Pai é uma Pessoa, o Filho é uma Pessoa, e o Espírito é uma Pessoa. E também não há como negar que as três Pessoas formam um único Deus. Jesus disse que Ele e o Pai são um (Jo 10.30). Quanto ao fato de o Senhor Jesus ter dito que Ele estaria conosco até a consumação dos séculos, trata-se de uma alusão ao Espírito Santo representando-o na Terra, visto que o Senhor foi assunto ao céu (At 1.8-11). Jesus no mundo representava o Pai (Jo 14), e o Espírito Santo, o outro (gr. allos) Consolador, representa o Consolador Jesus Cristo. Portanto, que "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos. Amém" (2 Co 13.13) (Pr. Ciro Sanches Zibordi).

Extraído do Livro: “ERROS QUE OS ADORADORES DEVEM EVITAR”( Pg. 77 – 79)