quinta-feira, 21 de julho de 2011

SE JESUS FOSSE NEOPENTECOSTAL

SE JESUS FOSSE NEOPENTECOSTAL

Jesus neopentecostal - ilustração




Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)
Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do senhor” (MT 5 :38-42)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)
Se Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comercio, desta vez sob sua gerência. (MT 21:12-13)
Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria tido para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas teria a convidado para a Escola de Cura para o aprender os 7… veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (LC 13:10-17)
Se Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os apóstolos contaariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (MT 21:1-15)
Se Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaia
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do geraseno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí se iniciar o processo de libertação daquele jovem. (Mc 5:1-20)
Se Jesus fosse neopentecostal, o texto seria assim: “ Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no reio dos céus” (Mt 19:22-24)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria transformado água em vinho, mas em Guaraná Dolly. (Jo 2:1-12)
Se Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)
Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado seu ao ministério. (Lc 19:1-10)
Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.
Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra…. (Jo 16:33)
Se Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir.
Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você… Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era.

Por Felipe Almada
Lí no Blog do amigo Pr. Elias Rébuli

quarta-feira, 20 de julho de 2011

AS 3 MARCAS NA VIDA ABRAÃO : MINISTRAREI HOJE SE DEUS QUISER NA CONGª



AS 3 MARCAS NA VIDA DE ABRAÃO
TEXTO-BÁSICO: GN 12.7-9

PREGADO NA QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 2011 NA CONGª MONTE SIÃO

INTRODUÇÃO: Três coisas marcaram de modo especial a vida de Abraão.
Vejamos

1. A TENDA( GN 12.8).

Abraão nunca se prendeu a um lugar da terra de suas peregrinações.Estava sempre em trânsito.Deixando um lugar, ficavam apenas as marcas de seu acampamento.Nós também não somos deste mundo.Estamos no mundo, mas não somos do mundo.Devemos sempre estar prontos para partir!
REFERÊNCIAS : JO 17.16,18; JÓ 29.4; LV 1.1;PV 14.11.

2. O ALTAR ( GN 12.7)

Era um marco sempre presente na vida de Abraão, em todos os caminhos de suas peregrinações.Era o local onde Abraão adorava a Deus.Era o lugar onde ofertava sacrificíos a Deus.Ele edificava seus altares em locais visíveis, diante dos povos pagãos que moravam ao seu redor. Que testemunho! Os crentes, que de contínuo vivem diante do altar, dão testemunho de “ terem estado com Jesus”( AT 4.13).

REFERÊNCIAS : GN 13.4,18,22.9; GN 26.25; GN 33.20 ; 1 RS 18.30;HB 13.10.

3.AS PROMESSAS (HB 11.8 – 11)

Ao longo de sua jornada as promessas de Deus iluminavam seu caminho e fortificavam a sua fé.

REFERÊNCIAS: AT 7.17; RM 4.17 -21; 2 CO 1.20).


DIÁC. JANAILSON SALES ARAÚJO
SERVINDO Á DEUS NA CONGREGAÇÃO VALE DA BENÇÃO,
ASSEMBLEIA DE DEUS EM LAGO DA PEDRA - MA

quinta-feira, 9 de junho de 2011

HOJE : CERIMÔNIA OFICIAL DE ABERTURA DAS COMERORAÇÕES DO CENTENÁRIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS





Neste mês, as Assembleias de Deus no Brasil completam 100 anos de fundação. Para celebrar a data, na próxima quinta-feira, dia 09 será realizada a Cerimônia Oficial de Abertura das Comemorações do Centenário da denominação. Promovido pela Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), e Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), o evento reunirá no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia – Hangar, em Belém (PA) pastores de todo o país.

A grande novidade será a transmissão ao vivo pela internet de todos os eventos que ocorrerão na quinta-feira, dia 9. Segundo os organizadores da programação, os assembleianos de todo o Brasil terão acesso pela grande rede. Uma estrutura com cinco câmeras em alta definição, além de uma mesa de corte e aumento na capacidade de broadcasting do site do Centenário estarão disponíveis durante o evento.

A programação da quinta-feira terá início às 09h e discutirá a Assembleia de Deus Pós-Centenário. Entre os nomes que participarão do Fórum estão os pastores Elienai Cabral, Wagner Gaby e José Satírio dos Santos – missionário na Colômbia há mais de 30 anos. Entre os temas que serão abordados estão: a necessidade de incentivar o estudo da Bíblia, a importância da atuação missionária, os próximos desafios e os objetivos da denominação e a estrutura administrativa da mesma. Às 19h, no mesmo local, será realizado a Cerimônia Oficial de Abertura das Comemorações do Centenário.

Na sexta-feira, dia 10 de junho, às 19h, assembleianos de todo o Brasil participarão da Grande Celebração do Centenário, no Estádio Baenão (Travessa Antonio Baena, 444, Belém). Além dos pastores José Wellington Bezerra da Costa e Gilberto Marques, (presidente da Convenção no Estado), pastor Joel Freire será preletor da noite. Os cantores da Patmos Music, Victorino Silva, Lília Paz, Marcelo Santos e Alice Maciel também estarão presentes.

Desde 2008, a CGADB e a CPAD trabalham em todo o Brasil na divulgação do Centenário das Assembleias de Deus. Vários eventos já reuniram milhares de pessoas desde crianças, adolescentes, jovens até homens e mulheres.

E não é para menos. Estimativas recentes dão conta que hoje, no Brasil, os assembleianos somam 15 milhões de fiéis espalhados em mais de 100 mil locais de culto. Igrejas no Espírito Santo, Ceará, Amapá, Rondônia, Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Ceará, Roraima, Paraná e Santa Catarina, já estão com suas atividades programadas para celebrar esta importante data.

Acesse www.centenarioadbrasil.org.br e participe dessa festa!

Por Gláucia Montes
Assessoria de Imprensa / CPAD

domingo, 8 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES : " MÃE, QUEM É VOCÊ ? "




Mãe, quem é você?
Se estou feliz, quantas vezes te esqueço;
Se estou triste, quantas vezes te procuro.

Mãe, quem é você?
Que eu critico, de quem exijo coisas tão pequenas,
Para satisfazer a minha comodidade,
Mas a quem peço a maior ajuda,
Nos instantes mais difíceis?

Mãe, quem é você?
Para quem eu tantas vezes esqueço o meu carinho,
E de quem exijo tanta atenção?

Mãe, quem é você, com quem discuto e para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você, para quem reclamo sempre,
E para quem guardo o abraço maior e a maior ternura.

Mãe, eu sei... Você só é... AMOR.

terça-feira, 3 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN ESTÁ MORTO ?


Osama bin Laden, aos 53 anos, foi encontrado numa mansão no Paquistão, e executado com tiro na testa.

Em um pronunciamento na Casa Branca, por volta da meia-noite, do domingo para esta segunda-feira, no horário de Brasília, o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, fez declaração oficial confirmando que o homem mais procurado do mundo, fundador da organização terrorista Al-Qaeda, foi encontrado por forças especiais americanas após quase 10 anos de procura.

Osama bin Laden estaria em um esconderijo, protegido por soldados da Al-Qaeda, em uma mansão nas proximidades de Islamabad, capital do Paquistão.
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A mansão valia 1 mihão de dólares e foi queimada após a invasão. O paquistanês apontado como dono não possuía poder aquisitivo para que realmente fosse o proprietário. O local era observado desde agosto do ano passado. A equipe de investigação usou câmeras capazes de capturar imagens através de paredes e capacetes com aparelhagem de captura de som no interior do recinto. A residência tinha grandes proporções, era maior do que todas as que se encontram em volta dela. Não existia linha telefônica e nem conexão de Internet. O lixo era sempre queimado, nunca jogado fora
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O presidente dos Estados Unidos teria recebido informações da CIA e FBI sobre o paradeiro de bin Laden na sexta-feira, e determinou o ataque no domingo. As televisões americanas foram avisadas com antecedência que haveria pronunciamento presidencial, e corria o boato entre quem faz parte da Imprensa que seria declarado a prisão de bin Laden.

O vizinho da mansão invadida, usando o Twitter, anunciou a incursão americana antes de todas as agências de notícias, sem saber que ao seu lado morava bin Laden e qual era a finalidade de soldados americanos e paquistaneses faziam naquela região.

Segundo Obama em seu pronunciamento, houve confronto e o desfecho anunciado: mortes do terrorista, de uma mulher e de um segundo homem, que dizem ser um de seus filhos. Há quem acredite que o tiro teria partido do segurança do terrorista, pois havia ordem de matá-lo caso estivesse na iminência de ser preso, porque ele tinha o firme propósito de morrer em liberdade.
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Exame de DNA confirmou a identificação do cadáver, que após isso teria sido lançado ao mar às 2 horas, objetivando que não houvesse peregrinação de fundamentalistas muçulmanos ao local e ele fosse transformado em mártir. Este ato desencadeia especulações ao redor do mundo.

No discurso, Obama declarou: "a justiça foi feita". Mas, a justiça de fato seria levá-lo para responder por seus crimes em um tribunal.

Com bandeiras nas mãos, cidadãos americanos foram às ruas de Washington, próximos da Casa Branca e de Nova York, próximos da localidade onde as Torres Gêmeas se encontravam. Pernoitaram comemorando a notícia, usando bandeiras americanas.
Não existem informações oficiais além do anúncio de Obama.

E.A.G.

Atualização: 15h36.
às 7:16:00 AM

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O TÚMULO VAZIO: A GLÓRIA DO CRISTIANISMO




O TÚMULO VAZIO: A GLÓRIA DO CRISTIANISMO
Texto-Básico: Mc 16.6


INTRODUÇÃO

O Teólogo Marcelo de Oliveira em sua visita ao túmulo de Jesus em Jerusalém fez uma importante declaração sobre túmulo vazio: “ É A ÚNICA FILA DO MUNDO, QUE VOCÊ “ ENFRETA” PARA NÃO VER NADA.POIS ELE RESSUSCITOU. Outras religiões reverenciam os restos mortais de seus fundadores, mas o Cristianismo tem um Cristo vivo!
Em Medina, na Arábia, tudo o que resta de Maomé é um resto de pó; na Índia, cultam um dente de Bunda etc. A morte tragou cada fundador de religião, mas com Jesus foi diferente! O Cristianismo não tem relíquias de Jesus por que ele ressuscitou, vencendo a morte e reinando á destra da Majestade divina nas alturas.


I. O TÚMULO VAZIO: BUSCANDO A VIDA ENTRE A MORTE.

1. O DIA E HORA DA RESSURREIÇÃO.( Mc 16.1,2).

Havia passado o sábado judaico que findava ao por do sol( v.1; Lv 23.32). “ Muito cedo, no primeiro dia da semana”(v.2).Isto é, no domingo.Por isso os cristãos comemoram esse dia como sendo o dia do Senhor.João, o apóstolo, foi arrebatado quando estava prisioneiro na Ilha de Ptamos, no dia do Senhor( Ap 1.9). Cremos que João se referia ao domingo, o dia comemorativo da Ressurreição do Senhor.
O teólogo Severino Pedro da Silva, destaca que de acordo com os Evangelhos, Jesus foi crucificado e sepultado na sexta-feira, antes do pôr-do-sol, que era considerado o começo do dia seguinte, para os judeus.Ele ressuscitou no primeiro dia da semana, isto é, domingo,por ocasião do nascer do sol.


2. O TÚMULO VAZIO & PEDRA REMOVIDA= PROBLEMA RESOLVIDO.( Mc 16. 3,4).

“ Quem nos removerá a pedra da entrada do sepulcro?”

O teólogo Severino Pedro cita um comentário sobre texto de Marcos 16.4, que acrescenta: “ E quando ele foi colocado lá, ele ( José) pôs contra o sepulcro uma pedra que vinte homens não podiam tirar”. Esse comentário fortalece o que está escrito em Mateus 27.60: “ ...rolando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se”.
Aqui temos uma preocupação diante de um problema já resolvido.Muitos vezes nos preocupamos com uma dificuldade, quando está já foi solucionada por nosso Pai Celestial.
As mulheres não teriam força para remover.A dificuldade desapareceu quando chegaram ao local do túmulo.A enorme pedra já estava removida! Para quem busca sinceramente a Cristo, os problemas poderão ser resolvidos mais cedo do que se pensa.

II. O TÚMULO VAZIO: A SURPREENDENTE DESCOBERTA.
( Mc 16.4,6).

Esta foi a maior descoberta de todos os tempos: O TÚMULO DE JESUS VAZIO!
Teólogo Severino Pedra cita que o túmulo de Cristo é uma sala de 4,60 metros de largura, 3,30 de fundo; e 2,50 de altura.Localizado em um jardim perto do Gólgota( Jo 19.42) e havia sido escavado na rocha(Mt 27.60).Ninguém jamais havia sido sepultado ali( Lc 23.53),pois fora construído por José de Arimatéia para seu próprio sepultamento(Mt 27.60).A entrada era fechada por um uma grande rocha, que era rolada impedindo completamente o acesso.
Durante os dias em que Jesus esteve sepultado, seusdiscípulos também estiveram sepultados na tristezas, na dúvida, sentimento de derrota, e na incredulidade.Tudo isso e muito mais continuaria a escravizar a humanidade se Jesus não tivesse ressuscitado.
Mas um anjo veio do céu e removeu a pedra do sepulcro de Jesus.O anjo, além de remover a pedra, sentou-se sobre ela, falando assim do domínio completo da situação (Mt 28.2).Quando o anjo removeu a pedra, Jesus já tinha saído do túmulo.

III. O TÚMULO VAZIO: ELE RESSUSCITOU, NÃO ESTÁ, MASAQUI (v.6).

O que o anjo estava a dizer ás mulheres era que elas estavam buscando a Jesus no lugar errado. Ainda hoje milhões, que por ignorância, por falso ensino, e por incredulidade pensam encontrar o Salvador exatamente onde ele Ele não está.
Graças a Deus que nós não comemoramos um Cristo morto num túmulo ocupado, mas um Cristo ressurreto que deixou seu túmulo vazio e assentou-se á destra da Majestade nas alturas!

3. O CONVITE PARA VER O TÚMULO VAZIO(Mc 16.6).

“ Vede o lugar onde o puseram.”(v.6).

Jesus ressuscitou no mesmo local onde morreu e foi sepultado: num jardim, no Gólgota, traduzido Calvário em(Lc 23.33).Gólgota é termo grego derivado do aramaico e significa crânio( Mt 27.33).
Precisavam primeiro crer, para então ver. O mundo diz “ ver para crer”, mas no reino de Deus as leis são superiores. É crer primeiro para então ver.

IV. FALSAS TEORIAS SOBRE TÚMULO VAZIO?

 A TEORIA DA FRAUDE= Seus discípulos roubaram o seu corpo da sepultura e o esconderam em algum lugar.
 A TEORIA DA ALUCINAÇÃO = Os discípulos apenas tiveram alucinações ou pensaram ter visto Jesus.
 A TEORIA DO DESMAIO = Cristo estava apenas desmaiado e seus discípulos o raptaram da sepultaram e o reanimaram.
 A TEORIA DA SEPULTURA ERRADA = Sugere que as mulheres foram para a sepultura errada e encontraram um estranho, de quem elas fugiram.

V. O QUE PROVA O TÚMULO VAZIO?

O ilustre estudioso das Escrituras, Dr William Barclay diz que a o Túmulo Vazio isto é, a ressurreição nos prova 4 grandes fatos:
1ª Prova que a verdade é mais forte que a mentira.
2ª Prova que o bem é mais forte que o mal.
3ª Prova que o amor é mais forte que o ódio.
4ª Prova que a vida é mais forte que a morte.

CONCLUSÃO

Para concluir este magno assunto que é inesgotável, deixarei alguns textos bíblicos e algumas pérolas de homens de Deus na história:
 JESUS – JOÃO 11. 25.
 ATOS 4.33.
 APÓSTOLO PAULO – ROMANOS 1.4; FILIPENSES 3.10.
 “ A ressurreição é mas rica jóia do Evangelhos”. E.M.Bounds
 “ A ressurreição de Cristo é maior milagre da história ou é o maior embuste. Jesus saiu do túmulo, ou então, uma mentira tem transformado o mundo.Se Cristo não tivesse ressuscitado,Ele seria o maior embusteiro da História.” E.M.Bounds
 “ A ressurreição de Cristo é a pedra fundamental da arquitetura de Deus, é o coroamento do sistema bíblico,o milagre dos milagres.A ressurreição salva do escárnio a crucificação e imprime á cruz glória indizível”.E.M.Bounds
 O ateísta francês do século passado, Ernesto Renan escarnecendo dos crentes, declarou: “ Os crentes vivem na fragrância de um túmulo vazio”.Ele cria que estava zombando dos cristãos, mas na realidade estava proclamando uma das mais profundas realidades do Cristianismo: o túmulo vazio de Jesus, indicando que Ele venceu a morte, coisa que ninguém jamais fez, nem fará.O nosso Redentor está vivo porque é divino.
 Como diz o hino sacro da Harpa Cristã: “ Porque Ele vive, posso crer no amanhã”...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

AS ÚLTIMAS HORAS DE JESUS





Quase tudo o que se sabe sobre a vida de Jesus, seu legado e ensinamentos, foram resumidos nos evangelhos canônicos – escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João – cerca de 40 anos após a sua morte. Essencialmente, os discípulos contaram a mesma história, porém salientaram aspectos diferentes. Afinal, reconstituir uma trajetória como a de Jesus Cristo deve ter sido tarefa desafiadora.

Todavia, entre todos os relatos, há um momento que mereceu destaque especial. Trata-se da última semana do Mestre com o povo. Dias que antecederam as comemorações da Páscoa do judaísmo e ressignificaram esta festa, transformando-a no evento mais importante do mundo cristão. Hoje, quase 20 séculos depois, a arqueologia, antropologia, sociologia, história, medicina e demais áreas do conhecimento têm ajudado a preencher muitas lacunas culturais que não foram mencionadas pelos evangelistas.

ÚLTIMA VIAGEM DE JESUS

Conta a história que por volta do ano 30 (d.C.), Jesus, acompanhado por seus discípulos e uma multidão de peregrinos, viaja a Jerusalém para participar das celebrações da Páscoa no templo judaico. A cidade tinha cerca de 100 mil habitantes, mas nessa época chegava a abrigar 180 mil pessoas. Para o povo que O seguia, era apenas uma viagem de rotina, já que os palestinos costumavam visitar Jerusalém nessa época. Entretanto, Jesus sabia o sofrimento que havia de passar. Chegando ao local, uma semana antes de sua morte, foi direto a Betânia – um pequeno vilarejo localizado a três quilômetros de Jerusalém –, onde se hospedou na casa de Lázaro, Marta e Maria, seus melhores amigos. Participaria das programações no templo e diariamente retornaria a Betânia a fim de descansar. E assim sucedeu (veja tabela abaixo):

DOMINGO

Pela manhã, bem cedo, Jesus parte para Jerusalém, montado em um jumento, como previa o profeta Zacarias. Sua entrada nos portões da cidade é triunfante. Uma multidão O reverencia, abanando louros e palmeiras enquanto gritam: “Viva o profeta de Nazaré!”.

Ao chegar ao templo, uma cena bastante desagradável O impacta. Desde a esplanada, todo o local está infestado de ambulantes vendendo quinquilharias, negociantes e cambistas comercializando animais. Jesus fica indignado, perde a paciência, vira as mesas dos comerciantes, derruba cadeiras, abre gaiolas e grita: “Vocês fizeram da casa do meu Pai um covil de ladrões”.

SEGUNDA E TERÇA-FEIRA

Jesus retorna ao templo, onde discursa através de parábolas e debate com a elite sacerdotal judaica (fariseus e saduceus). Eles estavam irritados. A cena da expulsão dos negociantes ocorrida no dia anterior havia sido a gota d’água para que as autoridades judaicas, definitivamente, O considerassem uma ameaça, não apenas à situação econômica, mas ao bem-estar político do Estado Judeu que, na época, era dominado pelos romanos.

Mal-intencionados, preparam armadilhas para que Jesus tropece em suas opiniões. Porém, sem sucesso, não encontram em suas palavras razão para condená-lO.

QUARTA-FEIRA

A aflição aumenta ainda mais. Ao retornar ao templo, Jesus chora no Monte das Oliveiras e, diante de Jerusalém, lamenta a destruição que sobrevirá à cidade.

No templo, continua o debate com os seus adversários.

QUINTA-FEIRA

Passa a tarde com sua mãe.

Entre 18h e 23h30, Jesus celebra sua última ceia junto aos discípulos. Ali, depois de partir o pão e beber do cálice, diz: “Façam isso todas as vezes que comerdes e beberdes em memória de mim”. Nessa reunião, Cristo enfatiza os ensinamentos que deverão ser passados a toda a humanidade após a sua morte.

Por volta das 23h30, Jesus pede que os discípulos fiquem orando e se retira para o Jardim do Getsêmani a fim de orar a sós. Ele sabia que em cerca de 1 hora seria traído por Judas, um dos seus discípulos. Seu coração quase não pode suportar tamanho peso, então afirma: “Minha alma está cheia de tristeza até a morte”.

OBS.: Os evangelhos não tratam detalhadamente da cronologia. Portanto, o quadro é dedutivo.

O SOFRIMENTO NO GETSÊMANI

Havia dias em que Jesus experimentava a sensação de angústia, medo e tristeza. Mas esses sentimentos se intensificaram ainda mais, pouco antes de seu aprisionamento – possivelmente ocorrido por volta de 01h30 da madrugada de sexta-feira – no Jardim do Getsêmani.

De acordo com o relato do médico Lucas – o único evangelista que citou o fato –, naquele momento Jesus transpirava gotas de sangue. Um fenômeno raríssimo conhecido pela ciência como hematidrose e que, segundo o PhD. Alexander Metherell, doutor em Medicina pela Universidade de Miami, ocorre em casos de ansiedade extrema, quando a liberação de certas substâncias químicas ocasiona o rompimento dos vasos capilares das glândulas sudoríparas e faz com que a pele fique sensível a tal ponto de o sangue se misturar ao suor.

De acordo com o artigo “A morte física de Jesus”, escrito pelo médico americano William Edwards e colegas, “a perda sanguínea, provavelmente, foi pequena, no entanto, o ar frio da noite, misturado ao suor, era o suficiente para lhe causar calafrios”. O estudo científico foi publicado pelo JAMA (Jornal da Associação Médica dos Estados Unidos).

SEIS JULGAMENTOS FAJUTOS

Logo depois de ser preso, Jesus é encaminhado a uma série de julgamentos forjados. Possivelmente algemado, os soldados da guarda judaica O levam a presença de Anás, o sogro do sumo sacerdote Caifás – um cargo religioso cujo grau era considerado o mais elevado entre os israelitas. Para eles, era o representante de Deus na terra.

Algumas pessoas questionam esse fato. Afinal, por que os soldados levaram Jesus primeiramente a Anás, se era Caifás o sumo sacerdote no poder?

Paul Maier, professor de História Antiga da Western Michigan University e autor do livro Jesus, Verdade ou Mito?, responde a essa indagação: “Anás era o detentor do maior recorde de todos os tempos em matéria de nepotismo. Fez cinco de seus filhos se tornarem sumo sacerdotes e o título, no momento, pertencia a seu genro, José Caifás, porque ele o concedera”. Mesmo não sendo mais o sumo sacerdote, todos o respeitavam, tamanha a sua influência. Seu cargo era praticamente honorífico.





Paul Maier, professor de História Antiga da Western Michigan University e autor do livro Jesus, Verdade ou Mito?, revela porque os soldados levaram Jesus primeiramente a Anás, se era Caifás o sumo sacerdote no poder naquela época

Além disso, os fariseus sabiam: se Jesus fosse levado à presença de Anás, ele certamente induziria Caifás a condená-lO, já que ambos tinham participação nos lucros das vendas realizadas no templo, uma das atividades mais proeminentes e lucrativas da época. Ter uma banca na sinagoga era como ser proprietário de uma luxuosa loja em um shopping center. Como o sumo sacerdote era o administrador geral, todos os comerciantes deviam-lhe impostos.

Anás queria saber mais sobre a doutrina que o rapaz de Nazaré ensinava ao povo. Mas Jesus respondeu: “Para que perguntas a mim? Pergunte aos que me ouviram...”. E, considerando sua atitude um desrespeito para com a autoridade, um dos oficiais O esbofeteou.

A lei mosaica exigia que a acusação contra os malfeitores fosse feita por, no mínimo, duas testemunhas cujos depoimentos tivessem coerência. Além disso, a lei garantia que um réu jamais seria condenado horas antes de um sábado porque isso lhe impediria de solicitar recurso. Entretanto, mesmo sem nenhuma acusação coesa, o julgamento prosseguiu. Como já era esperado, Anás pediu aos soldados que levassem Jesus à presença de seu genro.

Poucos minutos depois, Jesus já está no palácio de Caifás, onde escribas, anciãos e sacerdotes O aguardavam para um novo interrogatório. Como não havia acusação coerente, o sumo sacerdote, possivelmente avisado da afronta do Mestre a seu sogro e indignado com o episódio da segunda-feira, passa a questioná-lO sobre sua identidade, supostamente messiânica.

Logo, eles O consideram blasfemo por deixar nas entrelinhas a mensagem de que era de fato o Rei dos judeus, um delito constituído no direito romano – lex de maiestate, lei anterior a Júlio César e a Augusto – que punia com morte a traição em relação ao Estado. Ao clarear do dia, agora diante do Sinédrio, Jesus é mais uma vez condenado.

Segundo o teólogo e escritor Josh McDowell, autor da obra As Evidências da Ressurreição de Cristo, havia duas cortes no Sinédrio. Uma composta por 23 membros especializados em julgar casos que envolvessem a pena capital e outra composta por 71membros, “um tribunal para casos que envolvessem o Chefe do Estado, o sumo sacerdote e quaisquer outras pessoas, por ofensas contra o Estado e o Templo”. McDowell diz ainda que o Sinédrio de 71 membros “podia deixar de julgar um caso que envolvesse a pena de morte, por isso é provável que Jesus tenha sido julgado pela corte menor”.

Como o Sinédrio não tinha poder legal para crucificá-lO, precisou encaminhá-lO a uma corte romana a fim de conseguir a liberação. Chamando a atenção para esse fato, o pastor e teólogo Acyr Raymann, professor da Universidade Luterana de São Leopoldo (RS), declara: “O Sinédrio tinha poder para matar Jesus, porém não por crucificação, mas por apedrejamento, por exemplo. No entanto, os fariseus não queriam assumir esta responsabilidade. Por isso, insistiram na crucificação. Só assim esse fardo estaria sobre as costas do governo romano. Sem querer, eles estavam cumprindo as Escrituras”.

Já era aproximadamente 7 horas da manhã quando o quarto julgamento começou. No pretório da fortaleza Antônia, o centro de comando de Pôncio Pilatos, governador romano da Palestina, outro interrogatório aconteceu. Mas Pilatos, que não encontrara motivos para executá-lO, sabendo que Jesus era galileu, encaminhou-O ao tetrarca romano Herodes Antipas, que tinha jurisdição sobre a Galiléia.

Em outras palavras, a cena poderia ser comparada a um presidente enviando a vítima para que o governador do Estado, onde o réu nascera, tomasse as devidas providências. Pilatos não queria se comprometer. Herodes deve ter ficado feliz com a consideração de Pilatos para com ele. Afinal, esta parecia ser uma atitude de reconhecimento. Entretanto, Jesus se recusa a responder qualquer pergunta de Herodes, e o tetrarca O devolve a Pilatos que, mesmo consciente da inocência de Jesus, a fim de agradar a multidão, ordena seu açoitamento seguido da crucificação, o mais infame e cruel método de tortura do mundo antigo, reservado apenas para escravos, revolucionários e aos piores criminosos. Uma pena cujo sofrimento era considerado pior do que o apedrejamento, fogueira, decapitação e estrangulamento defendidos pela lei judaica.

Foram 3 julgamentos judaicos e 3 romanos. O percurso entre os locais por onde Jesus passou desde o aprisionamento até o pretório chega a 4 quilômetros.

A CRUELDADE DO SUPLÍCIO

O açoitamento era uma pena preliminar em todas as execuções romanas. Seu instrumento de martírio era conhecido como flagrum, uma espécie de chicote com cabo de madeira e longas tiras de couro trançado em cujas extremidades eram fixados pedaços de ossos cortantes e bolas de chumbo. A finalidade da repressão era inspirar o medo público e enfraquecer o sujeito pela perda de sangue até paralisá-lo. Somente mulheres, senadores e soldados (exceto os desertores) estavam livres desse flagelo. Na frente do tribunal, era costume amarrar o acusado a um tronco e ali, totalmente despido, dois soldados de cada vez desciam o açoite, começando pelos ombros, depois nas costas, coxas e nádegas, até chegar às pernas.

Segundo o médico e escritor Truman Davis, autor do livro A Crucificação de Jesus, “os açoites primeiro atingem os tecidos subcutâneos, produzindo gotejamento de sangue dos vasos capilares. Em pouco tempo, o sangue arterial das veias dos músculos subjacentes começa a jorrar. As pequenas bolas de chumbo são responsáveis pelas profundas contusões”. Em descrições históricas sobre o suplício, como a que fez Eusébio – um historiador do século 3 – “as veias, músculos, tendões e vísceras da vítima ficam totalmente expostas”.

A lei judaica limitava os açoites em 40 chicotadas. No entanto, os fariseus fundamentalistas, que se orgulhavam de seguir à risca as regras estabelecidas, limitavam os açoites em 40 menos 1, isto é, 39, porque no caso de contarem errado, não chegariam a desobedecer a lei. Mas essa pseudobondade dos fariseus certamente não beneficiou Jesus. Os encarregados do suplício do Mestre eram soldados romanos, e na lei romana não havia limitações para o espancamento do réu. Era o centurião quem determinava o fim do martírio. Ao desamarrar a vítima, permitia-se que ela se deitasse sobre o seu próprio sangue.

Outro costume entre os romanos era o escarnecimento após o flagelo. Como o delito de Jesus havia sido intitular-se Rei, aqueles homens colocaram um manto púrpura sobre seus ombros, simbolizando realeza, e uma coroa com cerca de 70 espinhos que, ao penetrarem o couro cabeludo, provocaram intenso sangramento. Entre gargalhadas, cuspiam em seu rosto e gritavam: “Salve o Rei dos judeus”. Depois disso, Jesus, totalmente dilacerado, é exposto à multidão no pretório – o tribunal romano – e de lá percorre a via sacra rumo à crucificação.

CURIOSIDADE: JESUS MORREU AOS 33 ANOS NO ANO 30 D.C.

Se o calendário cristão começa a contar por ocasião do nascimento de Jesus, como Ele pode ter morrido no ano 30 d.C., se a Bíblia diz que Ele morreu aos 33 anos?

A contagem do tempo até meados de 525 d.C. era uma grande confusão. Existia o calendário Juliano, Gregoriano, Hebreu, Chinês, Muçulmano, entre outros. Para pôr um fim nessa desordem, em 525 d.C., o historiador grego Dionísio, calculando a data de Páscoa, toma o calendário Juliano como base e estabelece o nascimento de Jesus Cristo como sendo o primeiro ano de uma nova era. Os acontecimentos que tivessem ocorrido antes do nascimento de Jesus seriam sinalizados com a sigla a.C.

Apesar de ter sido criado em 525 d.C., somente no século 6 o calendário de Dionísio começa a ser utilizado. No séc. 10, a era cristã é oficializada pela Igreja Católica e a nova medição passou a ser difundida por todo o mundo. No entanto, em meados do séc. 19, quando o calendário já está sendo amplamente utilizado por várias nações, descobre-se que Dionísio cometeu um erro de aproximadamente 4 anos em seus cálculos. Para a historiografia moderna, não há dúvidas de que Jesus nasceu antes da contagem inicial estabelecida por Dionísio, isto é, por volta do ano 4 a.C.

VIA SACRA

O caminho entre o tribunal e o local da execução – uma região montanhosa chamada Gólgota/Calvário, localizada fora dos muros da cidade – era de, no máximo, 650 metros. Nesse percurso, Jesus, agora novamente vestido, carrega o patibulum, isto é, o tronco horizontal da cruz, uma vez que o suporte vertical costumava ficar permanentemente fixado no local.

O peso dessa trave variava entre 34 e 57 quilos – dependendo da cruz, havia vários tipos – e normalmente era colocado sobre os ombros da vítima e atado com tiras. Uma pessoa em situação física normal poderia carregar esse peso sem maiores problemas. No entanto, a debilidade física de Jesus era tão intensa que O impossibilitava de caminhar sem cair. Foram quase 50 minutos de caminhada, arrastando um pé após outro, entre tropeços e empurrões. A cada queda, a trave também caía e lhe esfolava o dorso. Como a exaustão de Cristo excedia os limites, próximo ao Calvário a guarda romana permite que uma outra pessoa O ajude a carregar.

Uma das ponderações comuns sobre a crucificação de Cristo é o questionamento: como o povo judeu pode ter mudado de opinião tão rapidamente de segunda para sexta-feira, já que na segunda reverenciavam-nO e na sexta gritavam “Crucifica-O!”? Nem ao menos os peregrinos que vieram com Jesus podiam defendê-lO?

Maier, autor de Jesus, Verdade ou Mito?, esclarece esse mal-entendido que tem sido a raiz do anti-semitismo, isto é, o ódio aos judeus no mundo. “Naquele tempo as pessoas se deitavam ao pôr do sol e acordavam ao nascer do sol. Convenhamos, Jesus é preso depois de escurecer e é submetido a julgamentos até o amanhecer. É preciso recordar que não havia noticiários noturnos ou plantões de notícia. Portanto, como poderiam saber do que se passava com o Mestre? Na verdade, eles nada souberam até que fosse muito tarde”. E, de fato, de acordo com o depoimento de Lucas, nem todo judeu queria a crucificação de Cristo. Muitos deles ficaram sabendo da execução quando o tumulto passava diante de suas casas. Mas a sentença era irrevogável. O evangelista chega a afirmar que “uma multidão de homens e mulheres judias choravam, enquanto Jesus arrastava sua cruz até o Calvário”.



Josh McDowell lembra que o Sinédrio de 71 membros “podia deixar de julgar um caso que envolvesse a pena de morte, por isso é provável que Jesus tenha sido julgado pela corte menor”

A CRUCIFICAÇÃO

Ao chegar ao local da execução, a lei judaica determinava que uma dose de vinho misturado a mirra (fel) fosse oferecida ao réu. A bebida tinha efeito levemente anestésico. Jesus chegou a molhar a boca no líquido, mas o gosto parecia ser tão ruim que Ele se recusou a tomar.

Por volta de 9 horas da manhã, isto é, à hora terceira, os preparativos para a crucificação se iniciam. Os carrascos, mais uma vez, têm a incumbência de despir Cristo, porém sua túnica está grudada às feridas. Para tirá-la, é necessário puxar violentamente, e isso lhe provoca dores intensas, já que chagas levemente cicatrizadas são novamente abertas. Vestido apenas com um manto, o Mestre é jogado ao chão, a terra penetra em seus ferimentos e o martírio da crucificação atinge o seu ápice quando os pregos lhe atravessam os pulsos e pés, transpassando nervos, tendões e ossos. Certamente, esse foi o momento de pior dor.

Segundo a Enciclopédia Bíblica Wycliffe, “restos arqueológicos de um corpo crucificado na época de Cristo e encontrado em um ossuário perto de Jerusalém indicam que os pregos utilizados nessas execuções eram longos, quadrados e tinham entre 13 e 18 centímetros”. Outro fato curioso é que os pregos não eram transpassados pelas palmas das mãos, mas através dos pulsos, porque os ligamentos e ossos desta região são mais fortes e podem segurar mais peso do que as palmas.

Os pés, geralmente, eram pregados um sobre o outro, deixando as pernas levemente recolhidas a fim de facilitar o apoio e a fixação. Logo depois, uma placa trazia o nome do réu e um letreiro em três idiomas – hebraico, latim e grego –, indicando o crime praticado pelo executado. Na de Jesus, pregada na parte superior do patibulum, estava escrito: Jesus de Nazaré, Rei dos judeus.

Segundo o estudo científico “A Morte Física de Jesus”, “embora o açoitamento tenha resultado em perda considerável de sangue, a crucificação em si era um procedimento relativamente sem sangramento, uma vez que nenhuma grande artéria era comumente atingida”. Os carrascos sabiam o local anatomicamente apropriado para deixar o indivíduo o maior tempo possível exposto ao sofrimento. A crucificação podia durar entre 3 horas e 4 dias. No entanto, quando havia interesse em antecipar a morte – como foi o caso dos ladrões que ainda estavam vivos quando Jesus morrera – quebravam-se as pernas do réu e, sem ter onde se apoiar, o indivíduo morria por asfixia.

Edwards esclarece ainda que o maior efeito patofisiológico da crucificação é a interferência na respiração, particularmente a exalação, já que o ar entra, mas sai com muita dificuldade, como um asmático nas piores crises. “O peso do corpo sobre os braços estendidos e ombros tende a pressionar os músculos intercostais num estado de inalação, impedindo a exalação. Uma exalação adequada exigiria um ato de levantamento do corpo, que poderia ser conseguido ao apoiar-se sobre o tarso dos pés. No entanto, este procedimento resulta em dores como se fossem queimaduras por todo o corpo”.

PÁSCOA - ANTES E DEPOIS DE CRISTO

Era costume entre os israelitas. No primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera, isto é, na noite do dia 14 de Nissan – o primeiro mês do calendário judaico, uma data variável no calendário cristão, entre os dias 22 de março e 25 de abril – o povo judeu comemorava a Pessach. A festa existia desde o período pré-mosaico e celebrava a entrada da primavera no hemisfério norte. Porém, com o advento da libertação do povo judeu após 430 anos de escravidão no Egito, passou a ter novo significado. Era dia de unir a família para festejar a liberdade. Agradeciam a Deus oferecendo sacrifícios e pediam a Ele perdão pelos pecados, assim como proteção sobre o lar e o rebanho.

Desde que o povo judeu, guiado por Moisés e Arão, atravessou o Mar Vermelho em direção à Terra Prometida em 1.060 a.C., em todas as residências dos israelitas, o ritual denominado Pessach – Páscoa, ou literalmente “passagem, travessia” – era reproduzido conforme as últimas ordenanças de Deus ao povo, na noite em que houve a grande libertação. Imolava-se um cordeiro, retirava-se o sangue do animal e então ungia-se os umbrais e vergas das portas, em alusão à proteção contra o anjo da morte que matou os primogênitos das famílias egípcias, a última e única praga que tocou emocionalmente Faraó, fazendo-o autorizar a partida dos escravos rumo à liberdade.

A festa era tão ou mais popular que o Natal dos dias atuais. O banquete servido ao som de música, alaridos e danças tinha mesa farta e muita carne assada.

Para o cristianismo, a morte de Jesus colocou fim à imolação de cordeiros, pois os pecados passaram a ser perdoados através do Espírito Santo, já que Jesus levou sobre si os pecados de todos. Além disso, o marco referencial entre a lei e a graça se estabeleceu.

A MORTE DE JESUS

De acordo com alguns especialistas, a causa da morte de Jesus pode ter sido multifatorial. Desidratação, arritmia por estresse induzido, perda sanguínea e enfarte estão entre os diagnósticos mais especulados. Outros, como o pesquisador Benjamin Brenner, do Centro Médico Rambam de Israel, cogitam ainda a hipótese de ter ocorrido uma embolia pulmonar.

No entanto, há quem conteste essa possibilidade. Dr. William Edward diz que é praticamente improvável que uma trombose tenha se formado num curto espaço de tempo. Para ele, “as duas causas mais lógicas são choque hipovolêmico [que tem como causa determinante a perda de sangue, plasma ou líquidos extracelulares] e asfixia por exaustão”.

Foram seis horas de sofrimento na cruz. Durante esse tempo, esforçando-se ao extremo, Jesus pronunciou apenas sete frases. A primeira delas foi dirigida aos seus executores, enquanto lançavam sortes sobre sua única vestimenta. E disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. A segunda, ao ladrão da cruz que, arrependido, pedia ao Mestre para lembrar-se dele quando entrasse no Reino. A terceira, a seu irmão João – ainda adolescente – que, juntamente com sua mãe, chorava à beira da cruz. “Eis aí a tua mãe, eis aí o teu filho”, disse.

A quarta, pronunciou quando parecia não mais suportar a dor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, seguido de “Tenho sede”, quando lhe deram uma esponja umedecida em um pouco de vinho azedo, resto da bebida dos soldados. Finalmente, às 3 horas da tarde de sexta-feira, isto é, à hora nona, Jesus brada em alta voz dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E então, morre.

A pedido dos soldados, Pôncio Pilatos autorizou a crucifratura dos executados, isto é, o ato de quebrar-lhes as pernas a fim de que não pudessem exercer força para se erguerem e então respirarem. A pressa devia-se ao fato de que o pôr do sol se aproximava e logo se iniciariam as celebrações de Páscoa, período em que as execuções não eram permitidas. Mas, quando a ordem fora dada, Jesus já estava morto, por isso, somente os ladrões tiveram suas pernas fraturadas.

Para certificar-se de que Jesus realmente estava morto, um soldado chamado Longínquos desferiu um golpe de lança sobre o lado direito de seu corpo, transpassando possivelmente um dos pulmões e o coração. João afirmou que “sangue e água jorraram do ferimento”. Para a medicina moderna, a acumulação de fluidos que envolvem o coração – isto é, o pericárdio – e a membrana que cerca os pulmões, denominada pleura, pode ter sido a causa do estranho fenômeno.

Depois disso, José de Arimatéia, que também era seguidor de Jesus, pediu autorização a Pilatos para levar o corpo do Mestre. Então, juntamente com Nicodemos, banharam-nO com mirra e aloés e O sepultaram. Ao terceiro dia, Ele ressuscitou.

Não há sofrimento com tamanha repercussão que tenha sido mais aterrorizante do que as últimas horas de Cristo. Além das dores físicas e injustiças políticas, o desprezo, a humilhação e a rejeição contribuíram para que sua tristeza fosse ainda maior. Felizmente, a crucificação e a morte de Jesus não estabeleceram o fim de um grande ministério, como queriam os fariseus. Na realidade, involuntariamente, eles contribuíram para que o Messias fosse eternamente coroado, cumprindo o que havia sido predito nas Escrituras. Hoje, povos, tribos e nações O reverenciam.

A Páscoa obteve um novo significado. Para o perdão dos pecados, o sacrifício de animais e o derramamento de sangue foram abolidos. Cristo passou a simbolizar o Cordeiro. O madeiro, o altar; e o sangue vertido na cruz, a purificação dos pecados. Este marco divisor entre duas páscoas, a libertação do Egito e o perdão dos pecados pela graça existirá para todo o sempre, até que a promessa de Jesus, feita aos discípulos após a ressurreição, se cumpra. “Irei vos preparar lugar, para que onde Eu estiver, estejais vós também”.

Fonte: Texto de Oziel Alves. Revista Enfoque Gospel. Edição 80 - mar/2008.